Novembro Azul 2014

As ações preventivas em saúde podem ser definidas como intervenções orientadas a evitar o surgimento de doenças, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações.

No espaço clínico, as intervenções preventivas podem ser tradicionalmente médicas, como imunização, rastreamento, tratamento ou, ainda, envolver intervenções educativas sobre mudanças de estilos de vida individuais.

Analisando o conceito de prevenção em saúde, observa-se que esse termo se relaciona a uma ação antecipada, baseada no conhecimento da história natural, a fim de tornar improvável o progresso posterior da doença.

Assim, falar de prevenir implica, obrigatoriamente, fazer referência aos fatores causais ou predisponentes. É sobre esses fatores que incide o nível de prevenção primária – em doenças cujas causas são conhecidas – orientando ações de uso de imunizações específicas; uso de alimentos específicos; proteção contra substâncias carcinogênicas, para citar alguns exemplos.

Nesse sentido, a prevenção se volta para uma ação orientada para que o sujeito não adoeça e possa desfrutar de melhor qualidade de vida; para tal, é necessário envolvê-lo com informações relevantes para que se insira ativamente e possa incorporar hábitos preventivos.

As doenças cujas causas são menos conhecidas exigem um outro tipo de ação preventiva, que envolve fazer um diagnóstico precoce e uma abordagem terapêutica adequada, para prevenir a incapacidade que a doença pode provocar. Esse tipo de ação é definido como prevenção secundária.